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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Leitura Dramática SHAKESPIRADAS


O CÍRCULO ARTÍSTICO TEODORA apresenta Margarida Baird, Juliana Riechel, Claudia Venturi, Brígida Miranda e Paulo Henrique Wolf com direção de José Ronaldo Faleiro, o texto de Rogério Christofoletti, "SHAKESPIRADAS". O espetáculo foi escrito especialmente para o grupo que está em processo de pesquisa. Ao longo de 2014 foram realizadas leituras dramáticas dos textos originais de William Shakespeare, que serviram de inspiração para o texto, na Casa-Teatro localizada no Campeche, Sul da Ilha de Florianópolis.

Nos dias 15 e 16 de novembro o grupo convida a todos para participar da leitura dramática do texto, às 18h em sua sede (Servidão Morro Verde - 786 - Campeche). Os ingressos estão a venda no valor de R$ 15,00 com a equipe de produção.

LEITURA DRAMÁTICA DE "SHAKESPIRADAS"
Dia: 15 e 16 de novmebro de 2014
Horário: 20h
Local: Sede do Círculo Artístico Teodora (Servidão Morro Verde, 786 - Campeche - Florianópolis)
Ingresso: R$ 15,00

Informações:
email - circuloartisticoteodora@hotmail.com
telefone: (48) 3304-0966 | (48) 9113-1002

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segunda-feira, 27 de outubro de 2014


O CÍRCULO ARTÍSTICO TEODORA apresenta Margarida Baird, Juliana Riechel, Claudia Venturi, Brígida Miranda e Paulo Henrique Wolf com direção de José Ronaldo Faleiro, o texto de Rogério Christofoletti, "SHAKESPIRADAS". O espetáculo foi escrito especialmente para o grupo que está em processo de pesquisa. Ao longo de 2014 foram realizadas leituras dramáticas dos textos originais de William Shakespeare, que serviram de inspiração para o texto, na Casa-Teatro localizada no Campeche, Sul da Ilha de Florianópolis.

Nos dias 15 e 16 de novembro o grupo convida a todos para participar da leitura dramática do texto, às 18h em sua sede (Servidão Morro Verde - 786 - Campeche). Os ingressos estão a venda no valor de R$ 15,00 com a equipe de produção.

LEITURA DRAMÁTICA DE "SHAKESPIRADAS"
Dia: 15 e 16 de novmebro de 2014
Horário: 20h
Local: Sede do Círculo Artístico Teodora (Servidão Morro Verde, 786 - Campeche - Florianópolis)
Ingresso: R$ 15,00

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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Leitura Dramática de "SHAKESPIRADAS"


O CÍRCULO ARTÍSTICO TEODORA apresenta Margarida Baird, Juliana Riechel, Claudia Venturi, Brígida Miranda e Paulo Henrique Wolf com direção de José Ronaldo Faleiro, o texto de Rogério Christofoletti, "SHAKESPIRADAS". O espetáculo foi escrito especialmente para o grupo que está em processo de pesquisa. Ao longo de 2014 foram realizadas leituras dramáticas dos textos originais de William Shakespeare, que serviram de inspiração para o texto, na Casa-Teatro localizada no Campeche, Sul da Ilha de Florianópolis.

Nos dias 15 e 16 de novembro o grupo convida a todos para participar da leitura dramática do texto, às 18h em sua sede (Servidão Morro Verde - 786 - Campeche). Os ingressos estão a venda no valor de R$ 15,00 com a equipe de produção.

LEITURA DRAMÁTICA DE "SHAKESPIRADAS"
Dia: 15 e 16 de novmebro de 2014
Horário: 20h
Local: Sede do Círculo Artístico Teodora (Servidão Morro Verde, 786 - Campeche - Florianópolis)
Ingresso: R$ 15,00

Informações:
email - circuloartisticoteodora@hotmail.com
telefone: (48) 3304-0966 | (48) 9113-1002

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Oficina "O ESPELHO DA DIVA"



Oficina de Teatro para Mulheres Maduras O que é? Oficina de iniciação teatral para mulheres acima de 30 anos e que querem fazer teatro como forma de auto-descoberta e prazer. Como funciona? Cada encontro tem um total de 4 horas de práticas e vivências teatrais com um generoso intervalo de 40 minutos. A professora e diretora teatral Brigida Miranda, conduz o grupo de participantes de forma leve e divertida em exercícios de descontração e confiança, seguido de práticas que estimulam a percepção, sensibilidade e criatividade. Temos, então, uma pausa para juntas saborearmos um delicioso café da tarde recheado de conversas e risadas e, claro, boas idéias. Na segunda parte da oficina, a professora conduz jogos de improvisação e técnicas de construção de personagem. Fazemos e assistimos pequenas cenas que forem criadas. Fechamos com um bate papo refletindo sobre o que aprendemos e produzimos durante o encontro. Quando acontecem as oficinas "O Espelho da Diva"? Um sábado a cada mês, de 14:30 as 18:30. Nas seguintes datas: 30 de agosto 27 de setembo 25 de outubro 29 de novembro Onde serão as oficinas? No Circulo Artístico Teodora, no Campeche, um espaço criado por nossa diva e atriz Margarida Baird. O CAT, como carinhosamente o chamamos, é uma charmosa casa de madeira rodeada de árvores e flores, com espaço fechado de estacionamento. Veja e curta nossa página no Facebook: https://pt-br.facebook.com/circuloartisticoteodora Quanto custa a oficina? Você pode fazer uma única oficina, ou quantas quiser. Cada oficina tem o investimento de R$85,00, incluindo o café da tarde.

sexta-feira, 14 de março de 2014

BEATRIZ


O Círculo Artístico Teodora apresenta nesse fim de semana, 14 - 16 de março, o espetáculo musical BEATRIZ, no Circo da Dona Bilica, às 21h na sexta e no sábado e às 20h no domingo. Os ingressos podem ser comprados no local a R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

O espetáculo é livremente inspirado na obra de Chico Buarque de Hollanda. A dramaturgia e iluminação são assinadas por Mário César. A direção é a cargo de Ana Paula Beling. Em cena Margarida Baird e os músicos Larissa Galvão, Letícia Coelho e Pedro Loch.

BEATRIZ
de 14 a 16 de março de 2014 
no Circo da Dona Bilica (Rua Manuel Pedro Vieira, 601 - Morro das Pedras)
às 21h (sexta e sábado) às 20h (domingo)
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)
Classificação indicativa: 12 anos.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Espetáculo Teatral "Boneca de Pano"



Espetáculo Teatral "Boneca de Pano" da (EM) Companhia de Mulheres.

Dia 07 de fevereiro pela "Invasão Teatral - Mostra Cênica de Desterro" às 20:30h
no Círculo Artístico Teodora (Servidão Morro Verde, 786 - Campeche)

Ingressos R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)

Informações: circuloartisticoteodora@hotmail.com | (48) 3304-0966 | (48) 9113-1002.

LA BELLA POLENTA

O espetáculo deste domingo foi lindo, casa cheia e muita diversão.






segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

LA BELLA POLENTA


Espetáculo teatral infanto-juvenil LA BELLA POLENTA, 
com Claudia Venturi e Cristina Lopes.

Dias 1 e 2 de fevereiro às 18:30h no Círculo Artístico Teodora 
(Servidão do Morro Verde, 786 - Campeche)

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)

Informações: circuloartisticoteodora@hotmail.com | (48) 3304-0966 | (48) 9113-1002.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

INVASÃO TEATRAL - Mostra Cênica de Desterro

Em fevereiro a Mostra Cênica invade a sede do Círculo Artístico Teodora com sua programação repleta de bons espetáculos.

Nos dias 1 e 2 o CAT recebe o público para participar da "OFICINA DE CANTO HARMÔNICO: Exploração da voz falada e cantada para a cena", com Massimiliano Buldrini, a partir das 13h. O investimento para os participantes é de R$ 100,00 (para o público geral) e R$ 70,00 (para os integrantes da mostra).

A oficina têm como objetivo o conhecimento teórico-prático da produção vocal, e o aprimoramento vocal e plasticidade da Voz nas diferentes performances vocais para o teatro e canto entre Oriente e Ocidente. 

Também nos dias 1 e 2 às 18:30h teremos a apresentação do espetáculo infantil "LA BELLA POLENTA", uma produção do Círculo Artístico Teodora, com Claudia Venturi e Cristina Lopes, a direção geral do espetáculo é responsabilidade da talentosa atriz e diretora Margarida Baird.

La Bella Polenta nasce do encontro entre a espevitada brasileira Cristina e a destemida italiana Benedetta. Juntas elas compartilham suas histórias e experiências vividas entre o Brasil e a Itália.

No dia 7 o CAT recebe o espetáculo teatral "BONECA DE PANO", da (EM) Companhia de Mulheres, às 20:30h.

A mesma história? - Um espetáculo baseado no texto "Abbiamo tutte la stessa storia" (1977), de Dario Fo e Franca Rame. Com as atrizes Drica Santos, Meire Silva e Priscila Mesquita.

Os ingressos para a mostra estão a venda no CIC e no TAC no valor de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia para estudantes, idosos e classe teatral)

Mais informações sobre a mostra no página do Facebook ou no Blog do evento.

Se você ainda não sabe como chegar ao Círculo Artístico Teodora, da uma olhadinha no nosso simpático mapa abaixo e veja como é simples chegar até a Casa Teatro.



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Encontro com Seo Maneca


Da Barra da Lagoa para o Sul da Ilha. Nos dias 18 e 25 de janeiro Seo Maneca chega ao Círculo Artístico Teodora para contar seus causos.

Dias 18 e 25 de Janeiro
às 20h no Círculo Artístico Teodora
Ingressos: R$20,00 e R$10,00 (meia)
Informações: (48)3304-0966 / 9113-1002 ou pelo e-mail circuloartisticoteodora@hotmail.com

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Workshop de Máscaras

No último dia 25, o Círculo Artístico Teodora recebeu Carmencita Palermo para um incrível dia de Workshop de máscaras.













Fotos: Leonardo de Souza e Paulo Henrique Wolf

sábado, 5 de outubro de 2013

"Urano quer mudar" no 20º Festival Isnard Azevedo



A peça conta a história de um casal de atores, interpretados por José Faleiro e pela premiada atriz Margarida Baird, casados também na vida real, que prepara a mudança de casa e redescobre o texto de um espetáculo que nunca chegaram a montar.
Envolvidos nas lembranças de mais de cinquenta anos de palco, eles passam a viver a história de um amor improvável que se passa em um cemitério.

Autoria: Rogério Christofoletti
Direção: Brígida Miranda
Classificação: espetáculo adulto
Recomendação etária: a partir de 12 anos
Gênero: drama
Duração: 70min

Dia 7 de outubro de 2013 / 20h no Círculo Artístico Teodora (Serv. Morro Verde, 786 - Campeche, Florianópolis)

Link para a programação do Festival:
http://www.floripateatro.com.br//pagina/15350/uranoquermudarcirculoartisticoteodoraflorianopolissc


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

'Urano quer Mudar', de Florianópolis, é encenada pela primeira vez fora da Capital durante o Cena 10

Em trabalho centrado na memória, peça fala também de desapego e sobre a construção de um amor entre idosos



Tuane Roldão
Fenícia e Urano. Faxineira e coveiro. Ela cria músicas. Ele, poesia. Caçula, ainda que a idade avançada não permita identificar quem é mais nova que quem, a idosa tem a incumbência de cuidar das tumbas da família.
Entre os dois, surge um amor quase impossível. O casal é protagonista de uma história que procura romper com o destino. E tudo isso estará no palco do Galpão da Ajote, nesta quinta-feira, às 20 horas.
Diretamente de Florianópolis, o Círculo Artístico Teodora traz ao Cena 10 a peça Urano quer Mudar. É a primeira vez que o espetáculo será encenado fora da capital, e também a estreia da veterana Margarida Baird na Mostra de Teatro de Joinville.
Aos 68 anos, a atriz completa 50 anos de carreira em 2013 e interpreta ela mesma na apresentação. O elenco é completado por seu marido, o ator José Ronaldo Faleiro, que faz o papel dele próprio.
O texto da peça foi escrito originalmente há dez anos por Rogério Christofoletti para uma leitura dramática no Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau. Na época, o casal se encantou pelo roteiro, mas só agora conseguiu encená-lo.
Na experiência de metateatro dirigida por Brígida Miranda, José e Margarida preparam a mudança da casa onde vivem e reencontram o texto de um espetáculo que não chegaram a montar. Em um cemitério como cenário, os atores transitam entre as lembranças de suas vidas e a história de Urano e Fenícia.



Meio século no palco: atriz Margarida Baird fala sobre carreira e planos futuros

Carioca, ela vive em Florianópolis há 29 anos e se apresenta pela primeira vez, nesta quinta-feira, na Mostra de Teatro de Joinville




Tuane Roldão
A atriz Margarida Baird, bem-humorada, fala sobre o passado, sua ligação de amor e ódio com o teatro e os planos para as próximas décadas em entrevista ao Anexo. Em 2013, ela completa 50 anos de carreira.

Anexo – Você já se imaginou fazendo outra coisa que não teatro?
Margarida Baird – Quando criança, queria ser cantora. Eu vim de uma família musical, minhas tias cantavam. Então cantar, pra mim, fazia parte da vida. Um dia, disseram-me que meu caminho seria pela arte. Não sei bem por que, mas até me espantei. Quando comecei a fazer o curso de teatro, foi uma revelação, um descortinar de futuro. Teve momentos em que quis parar, aí fui bordar, pintar, escrever. Mas não adianta, o teatro é a linha motriz da minha vida. É no palco que eu estou em casa.

Anexo – Por que você pensou em parar?
Margarida – Pela minha inabilidade política. Sempre fui muito expontânea, muito impulsiva. No teatro, você precisa ter jogo de cintura, principalmente se não se encaixa no padrão de beleza. Eu sou baixinha, não tenho o tipo 'certo'. E nunca soube fazer jogo político para conseguir papéis. Pra mim, é muito o que acontece. O que vem, vem. Mas essa exigência da categoria desanimava às vezes.

Anexo – O que você fez de mais marcante?
Margarida – Os trabalhos que fiz no Rio de Janeiro, onde nasci, e em São Paulo no Teatro Oficina e no Teatro de Arena. Mas isso já faz tempo, uns 30 anos. Algumas pessoas marcaram minha trajetória, e isso eu guardo com mais carinho. Foi especial também quando meu marido me dirigiu em uma narrativa de contos. Meu trabalho em Santa Catarina foi mais diversificado: dei aula de teatro, dirigi, criei o grupo Teatro Sim... Por Que Não?!!!.

Anexo – Como é atuar com seu marido? Vocês são casados há quanto tempo?
Margarida – Estamos juntos há 23 anos. Atuar com ele é divertido e ao mesmo tempo irregular, porque o José é muito de momento. Eu tenho um método, uma maneira de ver as coisas em cena. Então, volta e meia ele me surpreende e eu fico meio perdida. Mas é bom, é interessante. A Margarida é muito mais Urano na vida do que o José. É ótimo ter um marido da mesma área, capaz de me entender, com uma sensibilidade muito grande.

Anexo – Como é relembrar esses 50 anos de carreira?
Margarida – A gente é o que é. Se tivesse sido diferente, eu provavelmente não estaria mais neste planeta. Em Florianópolis, especialmente, consegui um equilíbrio, um caminho espiritual. Ano que vem, vai fazer 30 anos que estou em Floripa. De diferente, eu talvez teria sido menos impulsiva apenas.

Anexo – Quais os planos para as próximas décadas? Pretende continuar atuando?
Margarida – José e eu estamos tocando o Círculo Artístico Teodora, na minha casa no Campeche. O espaço está em processo de transformação e já vem atuando como centro cultural. Montamos dois espetáculos, temos shows programados na casa, cursos e ofi cinas ligadas a teatro e a vivências místicoterapêuticas. Fazemos atendimento de reiki, massoterapia... É um trabalho artístico e espiritual. Agora, estou focada em afirmar o círculo como lugar de atividades e eventos. No mais, espero ter saúde para continuar tocando esses projetos. Embora, para mim, a melhor idade seja aos 40 anos, quando você tem o vigor da juventude e a experiência de quem já viveu. Na casa dos 60, a limitação física é muito ruim. Ainda assim, estamos mais jovens. Estou feliz por estar vivendo este momento.

Fonte: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/variedades/noticia/2013/08/meio-seculo-no-palco-atriz-margarida-baird-fala-sobre-carreira-e-planos-futuros-4250928.html

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Margarida Baird comemora 50 anos de carreira em cartaz com peça Beatriz

Atriz que mora em Florianópolis há quase três décadas garante que existe, sim, vida inteligente no teatro fora do eixo Rio-São Paulo e reclama da falta interesse do público local



Margarida Baird tem 68 anos, mas parece não ter conhecimento disso. Em cartaz com a peça Beatriz na Capital, onde mora desde 1984, canta, samba, chora, encara e emociona a plateia ao contar a história de uma atriz que se despede do teatro enquanto despe sua fantasia de glamour e briga com uma foto de Chico Buarque. O enredo não deixa de ser irônico se considerarmos a trajetória de aproximação e afastamento de Margô, como preferia ser chamada, com os palcos. Hoje ela se assumiu Margarida, luta para fazer engrenar o Círculo Artístico Teodora, que criou em sua casa no Campeche, e diz que o público ainda não entendeu que existe, sim, vida inteligente no teatro local. Confira a entrevista concedida pela professora da Udesc antes de uma apresentação.

Você já se imaginou fazendo outra coisa que não teatro?Toda vez que tentei parar com o teatro, e já tentei várias vezes (risos), não deu certo: ou fui fazer artes plásticas ou escrever, nada que fugisse da arte. Sou formada em Secretariado, mas meu Deus, nada a ver comigo, embora eu tenha até uma estrutura bem organizada na minha cabeça. Cheguei a ser secretária duas vezes (risos), mas não deu muito certo. Uma vez briguei com o teatro e fiquei dois anos em uma fazenda fabricando queijo (risos). Foi ótimo, mas sou urbana. Eu tinha essa ideia de uma vida rural, mas não adianta. Cuidar de horta e tal é ótimo, arejei muito a cabeça nessa época, mas depois quando voltei para a cidade me dei conta de que, poxa, eu nasci no Rio, morei em apartamento. Calçada, ônibus, ir ao cinema, tudo isso faz parte de mim.

Por que você tentou várias vezes largar o teatro?Eu queria fazer uma coisa que desse mais retorno financeiro. Tenho uma certa implicância com quem faz teatro, são pessoas muito exageradas. E gosto muito de variar também. Escrevo, bordo, de vez em quando faço uma exposição de colagens, preciso variar, mas isso é a base. Quando voltei para o palco três anos atrás, ah, foi outra coisa. É muito difícil fazer teatro, mas é tão importante. Teatro é um espelho, o ator é uma antena, ele pega no ar as mudanças que estão acontecendo e isso acaba se refletindo. Vejo muitos atores bons se perderem na televisão porque a TV estratifica. Você faz bem um tipo de personagem e aí acaba restrito a isso. É tudo muito preconceituoso, limitado, chapado. É muito difícil se manter sendo um ator que se transforme fazendo televisão.

Como vocês se apropriaram das músicas do Chico Buarque em Beatriz?Somos todos apaixonados por ele. Tanto o Mário, que escreveu a peça, quanto a Ana Paula, que faz a direção, e eu. Nos encontramos no espetáculo Zilda e conversando descobrimos essa paixão em comum. A Ana Paula topou criarmos um espetáculo que tivesse a ver com ele, e o Mário escreveu esse texto baseado nas letras. Já faz três anos que estamos fazendo essa peça e, a partir de novembro, vamos circular por seis ou mais cidades catarinenses que ainda não foram definidas, em parceria com o Sesc.

Qual a história da peça?Ela se passa num camarim, com uma atriz que está abandonando o teatro. Ela vai compartilhando as lembranças, os amores, as vivências... Criei na minha cabeça uma história de que o teatro vai ser derrubado e ela vai perder o emprego. Ela tem um amor, que acaba sendo uma foto do Chico, que fica ali disfarçada no porta-retrato, e acaba indo embora com Beatriz.

Como é relembrar esses 50 anos de carreira? Dedico essa temporada, com Urano Quer Mudar e Beatriz, ao meu primeiro professor de teatro, Martinho Severo, um português que morava no Rio. Ele era cantor e me ensinou a base. Já conhecia o Pascoal Carlos Magno, que era professor da minha tia Madalena — a ela também dedico o espetáculo. Assisti à Hécuba, tragédia grega escrita por Eurípedes, aos sete anos no Teatro Municipal. Acho que era a única criança. Teve muita coisa nesses 50 anos. Trabalhos com gente muito importante no Rio e em São Paulo: Zé Celso Martinez Corrêa, Augusto Boal, João das Neves, Wolf Maia, Marco Nanini, Marília Pêra, Marieta Severo. Conheci toda essa gente e depois vim para cá, cansei, tava difícil. Nunca tive muita inteligência política, não soube ser diplomática o suficiente para me dar bem. Não basta ter talento, ser bonitinha — que nem era meu caso, sou baixinha e tal. Você tem que ter uma maleabilidade política que não tenho até hoje. Eu tinha essas crises de que querer ser muito boa e nem sempre me achava tão boa assim.

O teatro é muito caótico, você não acha?É (risos). Acho que o espetáculo é uma maneira de você organizar esse caos. E mexe muito porque todos nós somos um e não adianta. Tudo que tem em você tem em mim, nele e assim por diante. As melhores qualidades e os piores defeitos. A natureza humana é a unidade. Então se você vai fazer um personagem vai encontrar pontos de referência com ele. E isso vai colocando em destaque vários momentos, vai promovendo um autoconhecimento. Você vai vasculhando sua essência e isso é fundamental. Hoje o teatro está focado muito na imagem, na performance física e isso deixa muito a desejar. Essa ligação tão importante com o ser humano, que o ator é, fica faltando.

As músicas do Chico têm isso de formar um vínculo com o qual as pessoas se identificam. Têm. Ele é um tradutor da alma. Seja como escritor ou compositor, as coisas dele são deslumbrantes. Assim como Caetano, como Gil. A minha geração foi muito rica. A gente conseguiu fazer muitas transformações. Viver os anos 1960 foi um privilégio. A Guerra do Vietnã, os Beatles. Ser velho tem vantagens e uma delas é ter vivido coletivamente essas mudanças no mundo. Agora os jovens estão muito individualistas, com essa mentalidade americana que está tomando conta de tudo e isso para mim é torpe. Esses filmes que eles mandam para o mundo são só desastres. É perseguição, tiro, e as crianças crescem com isso, com esses jogos de guerra. É toda uma criação para a guerra, que é algo horroroso. Essa coisa de internet é muito individualista. Eu não consigo ficar sem, mas às vezes vejo que estamos numa sala com alguém e falando com a pessoa pelo computador. Vejo isso acontecer na minha casa e está errado! Tem que ter outro tipo de contato, o abraço. Não é cada um na sua e Deus em todas. É cada um na sua e somos todos um.

Que momentos você tem relembrado nesses seus 50 anos de carreira?Penso muito no início, que foi muito bom, em várias coisas que fiz, pessoas com quem convivi e que continuam amigas, independente de serem celebridades. Também lembro de algumas que se tornaram célebres e esqueceram de mim. É uma loucura, mas é assim: a pessoa vem para Florianópolis e acaba. Ninguém mais sabia quem eu era e quando descobrem tudo que fiz se surpreendem. Existe vida inteligente e capaz fora do Rio e de São Paulo. Com a Udesc se desenvolveu muito o teatro aqui. O público ainda não se deu conta, continua vendo peças só de globais. A burguesia não está fazendo bem seu papel de consumir o teatro. Quem vem é o pessoal jovem, estudantes. E só. Não há uma cultura de teatro entre as pessoas cultas. Elas não acompanham a peça depois que está em cartaz há anos, não veem de novo para ver como está. Agora, se você convida para um peixe assado tudo bem (risos). Estamos num momento de basta. Basta de impunidade no Planalto, basta desse consumismo desenfreado. E nada melhor do que a arte para servir de lenitivo, para alimentar a alma de outra maneira.

Você está com 68 anos, como é envelhecer? Na minha cabeça as coisas funcionam. Minha tia, essa que me levou na aula de teatro, é terapeuta, tem 86 anos, trabalha, cuida do marido cadeirante e dá conta de tudo. Tenho outra tia que quando entrou na menopausa decidiu aprender francês. Então tenho esses exemplos. Mas cresci ouvindo minha avó dizer “jovem, uma flor; velha, um macaco”, então me sinto horrorosa. É muito difícil aceitar a decadência do corpo, brigo com isso, mas por outro lado estou aqui, em cena, sambando. Claro que no dia seguinte tenho que dormir até meio-dia (risos). É difícil sair na rua e saber que você não chama mais atenção, mas a minha cabeça está aqui, cheia de projetos, e estou cercada de gente jovem. Isso também rejuvenesce.

Agende-seO quê: Beatriz, monólogo musical com Margarida Baird
Quando: 22 a 25 de agosto, às 20h
Onde: Sesc Prainha, Travessa Syriaco Atherino, 100 — Centro, Florianópolis 
Quanto: gratuito

Fonte: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/variedades/noticia/2013/08/margarida-baird-comemora-50-anos-de-carreira-em-cartaz-com-peca-beatriz-4238163.html